Adoniran Barbosa (1910-1982)
Compositor paulista, seu nome verdadeiro é João Rubinato. Nasceu na cidade de Valinhos no dia 6 de agosto de 1910 e na infância muda-se para Jundiaí. Em 1924 radica-se em Santo André, na Grande São Paulo, e começa a trabalhar para ajudar a família. Aos 22 anos vai para São Paulo, onde se emprega como vendedor de tecidos e participa de programas de calouros no rádio. Nessa época adota o pseudônimo de Adoniran Barbosa – Adoniran, nome de seu melhor amigo, e Barbosa em homenagem ao cantor Luís Barbosa, seu ídolo. Em 1934, com a marcha Dona Boa, feita em parceria com J. Aimberê, conquista o primeiro lugar no concurso carnavalesco promovido pela prefeitura de São Paulo. Em 1941 é convidado para atuar na Rádio Record, em que trabalha como ator cômico, discotecário e locutor. Em 1955 compõe o primeiro sucesso, Saudosa Maloca, gravado pelo conjunto Demônios da Garoa. Em seguida lança outras músicas, como Samba do Arnesto, Abrigo de Vagabundo e a famosa Trem das Onze. Em suas obras, retrata o cotidiano das camadas pobres da população urbana e as mudanças causadas pelo progresso. Para isso, faz uso da maneira de falar dos moradores de origem italiana de alguns bairros paulistanos, como Barra Funda e Brás. Uma de suas últimas composições é Tiro ao Álvaro, gravada por Elis Regina em 1980. Morre em São Paulo no dia 23 de novembro de 1982.
www.e-biografias.net/biografias/adoniran_barbosa.php
Principais composições
Malvina, 1951
Saudosa maloca, 1951
Joga a chave, 1952
Samba do Arnesto, 1953
As mariposas, 1955
Iracema, Adoniran Barbosa, 1956
Apaga o fogo Mané, 1956
Bom-dia tristeza, 1958
Abrigo de vagabundo, 1959
No morro da Casa Verde, 1959
Prova de carinho, 1960
Tiro ao Álvaro, 1960
Luz da light, 1964
Trem das onze, 1964
Trem das Onze com Demônios da Garoa, 1964
Aguenta a mão, 1965
Samba italiano, 1965
Tocar na banda, 1965
Pafunça, 1965
O casamento do Moacir, 1967
Mulher, patrão e cachaça, 1968
Vila Esperança, 1968
Despejo na favela, 1969
Fica mais um pouco, amor, 1975
Acende o candeeiro, 1972
http://pt.wikipedia.org/wiki/Adoniran_Barbosa
Nanny: Apesar de ter sido um malandro nato e um dos maiores boêmios de sua época, é inegável que tenha sido um grande artista. Adoniran era inteligente e muito criativo, usava acontecimentos do cotidiano e comportamentos comuns da época (inclusive o seu próprio) para compor seus personagens e sua música. Grande conhecedor de gente simples, soube cativar o gosto popular e estender seu sucesso. Hoje em dia é muito difícil achar alguem que não conheça nem um trecho sequer de qualquer uma de suas composições.

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